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RedeConectaACCAPorque nenhuma mulher deveria enfrentar a violência sozinha.

Sobre a Rede Conecta

Proteção começa com informação confiável. Quando uma mulher sofre violência, saber para onde ir pode mudar tudo. Mas, na prática, os serviços de proteção nem sempre estão visíveis, atualizados ou acessíveis para quem mais precisa.

A ACCA constrói caminhos de cuidado, formação e autonomia há mais de duas décadas. A Rede Conecta nasce desse percurso para tornar a informação sobre proteção mais acessível às mulheres da Região Metropolitana de Goiânia, reunindo serviços, organizando caminhos possíveis e apontando as ausências que ainda impedem a proteção integral.

150serviços mapeados
21municípios mapeados
7etapas do caminho de proteção
23escutas territoriais

Por que a Rede existe

A violência contra a mulher é estrutural. Não é falha individual, nem problema privado. O Brasil tem leis importantes para enfrentá-la, como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio. Ainda assim, entre o direito garantido e a proteção real existe uma distância enorme.

Serviços existem, mas muitas vezes estão dispersos, mudam de endereço, não chegam aos territórios onde são mais necessários ou simplesmente não são conhecidos pelas mulheres que precisam deles.

A Rede Conecta responde a essa distância entre a lei e a vida. Ela reúne o que existe, organiza caminhos possíveis de proteção e também nomeia as ausências.

A Rede reconhece que a proteção não acontece apenas dentro dos equipamentos formais do Estado. Em muitos territórios, a primeira escuta vem de uma vizinha, de uma liderança comunitária, de um coletivo de mulheres, de uma organização social, de uma educadora, de uma agente de saúde ou de alguém em quem aquela mulher confia.

Essa rede informal é hoje uma das mais ativas na proteção das mulheres justamente porque há confiança, proximidade e presença cotidiana. Também porque a rede pública, embora essencial, muitas vezes se apresenta de forma fragmentada, pouco integrada, distante dos territórios ou difícil de acessar.

Reconhecer a força dessas redes não significa transferir para a sociedade civil uma responsabilidade que é do Estado. Pelo contrário: significa mostrar que elas já sustentam parte importante do cuidado e que precisam ser vistas, respeitadas, articuladas e fortalecidas pelas políticas públicas.

Cada ausência identificada pela Rede é uma cobrança à política pública de Estado, nas esferas municipal, estadual e federal.

A sociedade civil pode produzir conhecimento, articular redes e apontar caminhos, mas o dever de garantir proteção integral continua sendo do poder público.

O que a Rede reúne

A Rede Conecta reúne 150 serviços mapeados, públicos e da sociedade civil, distribuídos pelos 21 municípios da Região Metropolitana de Goiânia. Cada serviço é analisado antes de ser publicado. As informações são organizadas em três níveis: dados públicos confirmados, dados que exigem aviso de conferência e informações sensíveis que permanecem protegidas, como endereços de casas de acolhimento, que não são divulgados por razões de segurança.

O caminho de proteção

A Rede organiza os serviços a partir do percurso real de uma mulher que busca proteção, desde o primeiro pedido de ajuda até a reconstrução da vida. Esse caminho está dividido em sete etapas.

1Porta de entrada
2Acolhimento e triagem
3Atendimento especializado
4Proteção e abrigo
5Continuidade e direitos
6Apoio complementar
7Autonomia econômica

Coletivos, movimentos de mulheres e organizações comunitárias também aparecem como portas legítimas de acesso. Eles têm a mesma importância na Rede porque, em muitos territórios, são essas organizações que escutam primeiro, orientam primeiro e sustentam redes de cuidado antes mesmo da chegada do Estado.

A metodologia

A Rede Conecta parte de três princípios. O primeiro é que a violência contra a mulher é estrutural, e a falta de acesso à informação aprofunda a exclusão. O segundo é que mulheres negras precisam estar no centro da análise. São elas que vivem, de forma mais intensa, a combinação entre racismo, desigualdade territorial, violência de gênero, precarização econômica e ausência do Estado. Sem essa centralidade, qualquer diagnóstico da rede de proteção fica incompleto. O terceiro é que a ferramenta deve nascer da experiência vivida, da escuta de mulheres, coletivos, pesquisadoras, profissionais da rede e lideranças comunitárias.

Foi essa escuta territorial que tornou a autonomia econômica uma categoria obrigatória da Rede. A dependência financeira é um dos principais obstáculos para romper ciclos de violência, e por isso não pode ficar fora de uma política real de proteção.

O que a Rede tem de diferente

Antes de construir a Rede Conecta, levantamos instrumentos de proteção já existentes no Brasil e em outros países. Esse processo mostrou que ainda faltava uma ferramenta capaz de reunir, ao mesmo tempo, quatro dimensões fundamentais: território conhecido por quem vive nele; organização dos serviços pelo fluxo real de proteção; reconhecimento dos coletivos como portas legítimas; e escuta da comunidade como método.

A Rede Conecta não é apenas um mapa. É uma tecnologia social de informação, proteção e incidência pública. Ela mostra o que existe, orienta caminhos possíveis e evidencia o que ainda falta, porque cada vazio no território revela onde a política pública precisa chegar. Veja as lacunas da rede e as recomendações para políticas públicas que nascem delas.

Quem constrói

A Rede Conecta é fruto de um trabalho coletivo desenvolvido ao longo da Residência Tecnológica do programa Bolsa Futuro Digital / MCTI, com coordenação da ACCA, supervisão técnica e uma equipe de residentes em pesquisa. A construção foi precedida e atravessada por uma escuta territorial com 23 respondentes, entre coletivos feministas, pesquisadoras, lideranças comunitárias, profissionais da rede e mulheres com experiência vivida. A Rede nasce desse encontro entre tecnologia, território, escuta e compromisso público com a vida das mulheres.

Coordenação

Márcia Cristina Hizim Pelá
Coordenação Geral
Carlos Andrade Filho
Coordenação Técnica

Supervisão

Marijara Lima
Supervisão
Jessica Piane
Supervisão

Residentes, Bolsa Futuro Digital / MCTI

Jéssica Ferreira Alves
Residente
Júlia de Castro Barbosa
Residente
Diciane Alves Feitosa
Residente
Poliana Ferreira Abadio
Residente
Felipe Mendes Alves
Residente
Mayara Alves Martins
Residente

Governança e propriedade

A Rede Conecta é mantida pela ACCA e revisada periodicamente a partir de fontes públicas, contato com os serviços e escuta territorial. Quando uma informação precisa de confirmação, o diretório sinaliza essa condição. Indicações de correção ou inclusão passam por conferência editorial antes de irem ao ar.

A Rede Conecta é uma tecnologia social desenvolvida e mantida pela ACCA, Associação Cultura, Cidade e Arte. O fomento público viabilizou a residência tecnológica que contribuiu para sua construção, mas a base de dados, a metodologia, a curadoria editorial e a plataforma são de titularidade da ACCA, responsável por sua manutenção, atualização e uso público.

Realização

ACCA, Associação Cultura, Cidade e Arte, organização independente que atua há mais de duas décadas com cultura, educação, arte e autonomia das mulheres em Goiás. culturacidadeearte.org

Projeto Integrador da Residência Tecnológica Bolsa Futuro Digital, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Nota de titularidade. De acordo com o art. 4º da Lei Federal nº 9.609/1998, este Projeto Integrador é de exclusiva propriedade da ADERENTE que o submeteu, entendendo-se como resultado todas as descobertas, invenções, conceitos, know-how, processos, fórmulas, métodos e aperfeiçoamentos vinculados ao projeto submetido.

Como contribuir

Se você representa um serviço que deveria estar na Rede, ou encontrou uma informação desatualizada, escreva para contato@redeconecta.org. As informações são um retrato da rede, atualizado em julho de 2026. Confirme sempre por telefone antes de ir ou de encaminhar.